O governo dos Estados Unidos suspendeu a participação de oito grandes empresas de tecnologia e serviços de TI em uma etapa importante do processo de residência permanente patrocinado por empregadores. A decisão, anunciada na quinta-feira (8), envolve o programa de certificação trabalhista PERM e inclui companhias como Microsoft, Adobe, Cognizant e Infosys.

O que foi suspenso

De acordo com a Reuters, o Departamento do Trabalho informou que, para as empresas atingidas, deixará de aceitar novas solicitações PERM e de processar pedidos pendentes durante a suspensão. Também foram citadas Tata Consultancy Services (TCS), Wipro, HCL Technologies e Capgemini.

A certificação PERM é uma etapa utilizada em muitos pedidos de green card baseados em oferta de emprego. Antes de patrocinar determinados trabalhadores estrangeiros, o empregador precisa demonstrar que não há trabalhadores americanos qualificados e disponíveis para a vaga e que a contratação não prejudicará salários e condições de trabalho de profissionais comparáveis.

Quais são os efeitos para profissionais estrangeiros

A medida não representa a suspensão de todos os green cards nem o cancelamento automático dos vistos de quem já trabalha legalmente nos Estados Unidos. Segundo a Reuters, a decisão não parece afetar diretamente os atuais titulares de H-1B, que é uma categoria de visto temporário distinta do procedimento PERM.

O impacto mais imediato recai sobre trabalhadores cujos planos de residência permanente dependem da certificação trabalhista patrocinada por uma das empresas alcançadas. Prazos, pedidos em andamento e estratégias alternativas exigem avaliação individual, pois variam conforme a situação migratória e a fase do processo.

Governo aponta suspeitas; especialistas alertam para efeitos

Representantes do governo afirmaram que a suspensão integra esforços para combater supostos abusos do sistema e priorizar contratações de trabalhadores americanos. As alegações foram apresentadas pelas autoridades; elas não devem ser tratadas como condenações definitivas de todas as empresas envolvidas.

Especialistas ouvidos pela Reuters alertaram que restringir uma via de residência permanente pode dificultar a atração e a permanência de profissionais qualificados. Empresas como Meta, Amazon e Google não foram incluídas na lista divulgada pela agência na ocasião.

Profissionais potencialmente atingidos devem confirmar o andamento de seu caso com o departamento de imigração da empresa e, quando necessário, buscar orientação jurídica especializada antes de tomar decisões sobre emprego ou permanência no país.